FIXA

O post de hoje é uma despedida// fim de ciclo.

Tudo começa em um momento complicado (of course), eu precisava de um contra-balanço tão forte quanto, por que não alguns kms diários? e assim foi, comprei uma spreed antiga em uma feira num rolo muito doido, era uma caloi 10, massa demais. Pedalei, pedalei e pedalei.

Em algum momento me aparece algo sobre uma sub-cultura de Nova Iork em que office boys corriam loucamente em meio a um transito caótico com bicicletas que não tinham freio nem macha. era uma catraca fixa na roda e nada mais, era lindo. a ousadia, o movimento fluido quase como se eles fizessem parte da bicicleta, as manobras, o risco. realmente lindo!!

E assim foi, fiz as devidas adaptações (retirar tudo e fixar a catraca na roda), tive que trocar o quadro, não era mais a mesma bicicleta. era incrível, as pernas eram a roda, não existia separação, ela nunca parava de rodar, pedalava na subida, pedalava na descida e pedalava no plano, em alguns momentos era como se tivesse vida própria forçando minha perna a continuar pedalando mesmo quando já estava exausto. única, incrível e simples!!!

Muito me ensinou sobre o mecânismo da vida, a roda nunca para, a dança nunca para, nos apenas mudamos o ritmo, as posições e os estados.

Ela me acompanhou por 2 anos e mais um pouco, onde fui construindo-a conforme a necessidade, se tornou uma bicicleta resistente, feita para o asfalto mas que passou por areia, lama e pedrinhas históricas.

Mas a roda não para e as necessidades mudam, não sinto que ela faça sentido pra esse momento, mudanças pedem atenção aos detalhes, ontem anunciei ela para venda. Mas jamais eu ficaria sem uma bicicleta, ainda não pensei exatamente como vai ser, mas sei que vai ter cestinha 🙂 cunt demais.

É isso, que estejamos sempre abertos para as mudanças que a vida nos impõe, porque a roda não para e a única coisa permanente é o movimento.