
Não é segredo pra ninguém que a rotina da nossa geração está cada vez mais caótica e extremamente focada na performance, estudos, trabalho, o corpo perfeito, a mente sã, espiritualidade em dia, estética, autenticidade, neuro divergência e o escambau a 4. e claro que tudo isso se traduz na nossa roupa, diante da necessidade de ser às vezes 7 em um único dia nasce, o esportivo social, não é perfeito? uso tênis, ele serve na academia, no trabalho, na faculdade, no estágio, uso uma calça ou short, posso usar uma camiseta que sirva pro treino e para o resto da rotina e por aí vai, ás vezes com uma troca ou duas se possa mudar totalmente o próximo ambiente, talvez uma festa? é lindo!?
Nesse caminho vamos nos tornando vários também, no caos da cidade, no olhar dos outros. as barreiras se criam, as ligações se fazem, a resistência aumenta, a criatividade acontece. as tribos se formam e, nos separamos, porque um pequeno detalhe na roupa de alguém diz muito, onde está, de onde veio, como veio, porque veio, mas também nos juntamos, nos reconhecemos no semelhante ou naquele que tem algo que não se nomina, não se fala mas, se vê, se sente, pulsa! e assim achamos um mundo onde habitar por meio de uma coisa tão simples, tecido.
realmente lindo o fluxo!
Toda essa cobrança porque? quantos se é? quantas vidas se tem? quantas vezes se nasce? quantas vezes morre? quantas vezes se ama? somos um, o ponto de interseção de todas essas verdades fluindo no próprio tempo que separa e categoriza segundo após segundo, nos obrigando a mostrar todas essas faces nem que seja em um espasmo involuntário numa área que você nem sabia que se mexia. acontecendo como um, sendo um. diluído no olhar, no espaço, na cidade, na rotina e no tempo.