Dois eixos

2 eixos, um monumental e um residencial, criada para a rotina, pro trabalho, pro fluxo, para a administração de um país, para a mente, para a exposição, exposição da ideia, dos frutos, exposição de sí. realmente linda.

 A dois meses me mudei para o centro, mesmo conhecendo-o de outros ângulos Brasília me surpreendeu de muitas formas, a construção é a nível distópico, uma cidade existente no vazio, feita para o fluxo, para o livre olhar, a livre circulação. 

O efeito é curioso, um livre desfile de sí, político. Parece não esconder segredos, mas esconde, e muitos. Executada para a exposição, a exposição do que existe, do que se faz, de quem faz, a vitrine de um país. 

Nesses dois meses revelou-me seus espaços amplos, feitos para o conhecimento e para a criação, a criação de um país. Realmente linda

A cidade acontece em 3 níveis, explorando ao máximo sem ultrapassar o céu, seu mar. Me acolheu, me mostrou faces belas e assustadoras, e também belas. Criada já com uma cisão, uma cisão de ideias, de tipos, de modos de ver o mundo. Malandramente pensada para a junção e a união, o encontro, o devaneio das ideias.

 Vista de frente é uma ilha, quase distópica, prédios perfeitamente alinhados, coroados por uma torre, adentrada revela-se na verdade simples e brutal, se observada, complexa e misteriosa.

Ai o brutal… Meu fraco, tão simples mas tão cheio de possibilidades, de espaços, sólido e plástico ao mesmo tempo. 

 Pede por criação, por ocupação, sempre, desde sempre. Um convite às possibilidades.